A Discussão do Jogo no Brasil Ganha Terreno com a GLI

Num evento que ocorreu na Câmara dos Deputados no Congresso Brasileiro em Brasília, discutiu-se o futuro da legalização do jogo no país, tendo como tema o enquadramento legal para os jogos de azar no Brasil.

A este evento de discussão aberta promovido pelo Governo juntaram-se vários membros representantes da indústria, dos quais fez parte um dos grandes nomes no mundo dos jogos de azar, a GLI – Gaming Laboratórios International (Laboratórios Internacionais de Jogo), empresa que se dedica a testar, certificar e oferecer uma panóplia de serviços à industria de jogos de azar a nível internacional.

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Foram ouvidas várias tomadas de posição por parte de membros do governo e representantes da indústria relativamente à legislação que iria permitir legalizar as casas de máquinas caça-níqueis e salas de bingo.

 

Karen Sierra-Hughes representou a Gaming Laboratories International como diretora de desenvolvimento de negócios para a América Latina e o Caribe, frisando que iria falar como consultora técnica imparcial.

Durante a discussão, Sierra-Hughes fez referência à importância da discussão a nível governamental para um melhor controlo e supervisão dos jogos de azar em todo o mundo, referindo ainda que não estava presente para combater ou apoiar a legalização do jogo no Brasil, mas sim para discutir a forma como a GLI trabalha com entidades reguladoras por todo o mundo para regular e supervisionar a indústria.

A partir desses exemplos poderão ser apresentadas diferentes sugestões relativas à legislação, requerimentos técnicos e prevenção de crimes como fraude e branqueamento de capitais no que concerne aos jogos de azar.

A GLI já trabalhou com mais de quatro centenas de jurisdições por todo o mundo e adotou vários processos de certificação em diversos países, inclusive na América Latina e no Caribe.

De facto, a representante chega mesmo a descrever o Peru como um pioneiro na região.

Com cada vez mais países por todo o mundo a abraçarem a legislação dos jogos de azar, parece tudo uma questão de tempo até que o Brasil adote também essa posição mais receptiva.

É claro que com a legalização dos jogos de azar e até mesmo jogos de azar online, se juntam à discussão os problemas que essa realidade poderia vir a trazer consigo.

Para assegurar a proteção dos jogadores, prevenir a evasão fiscal, a lavagem de dinheiro e promover práticas de jogo responsável é suficiente incorporar requisitos técnicos exigentes.

Durante este evento foi descrito um cenário positivo em que os potenciais problemas que podem vir da legalização do jogo podem ser prevenidos com uma estratégia eficaz.

A acreditação, os requisitos técnicos e auditorias independentes podem funcionar em harmonia para que a legalização do jogo seja um sucesso também no Brasil.

Este cenário já é uma realidade na Colômbia, na Nova Zelândia, no Peru, entre outras nações que se abriram a este novo mundo de possibilidades. Tudo graças a legislação e reguladores que testam e verificam que todos os requisitos técnicos são cumpridos.

Sierra-Hughes terminou a sua intervenção dizendo que o futuro da indústria do jogo no Brasil parece ser risonho, mostrando uma visão otimista que se alinha com o que tem vindo a acontecer com outros países na América do Sul e no Caribe e também um pouco por todo o mundo.

A representante defendeu ainda que se os jogos de azar forem legalizados no país, contando com um forte enquadramento legal e uma estratégica de controlo de qualidade, supervisão e cumprimento de requisitos técnicos, será suficiente para a promoção e profissionalização deste sector.

Tudo isto, em articulação com as entidades reguladoras, poderá contribuir para que esta indústria se torne uma parte lucrativa para a economia Brasileira que tem vindo a sofrer repetidos golpes de austeridade.

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